terça-feira, 24 de abril de 2007

A DOR DA BALEIA

Cadela de caça
Focinho atento,
Menina se raça
Correndo ao vento

No tempo da seca,
A fome dos seus matou,
Com peles e ossos
Sempre se conformou.

Um dia o cão doente
Seu amo quis matar,
Que pena, cadela valente
Trágico fim, cheio de azar.

Espiando o dono desconfiada
Na Camarinha os menino e a Sinhá,
Esperava o destino agachada
Sem ter forças para lutar.

Com espingarda de perdeneira
Uma ruma de chumbo derramara,
No meio da catingueira
Bem nos quarto ela levara.

O pai com medo da desgraça
Os fio queria proteger,
Adeus, companheira de caça!
Era o fim de tanto sofrer.

O Remorso do dono pela tragédia
No eterno silêncio se faz chorar,
Adeus, cadela Baleia!Vá em paz, para o mundo das preá!
(Referência ao romance vidas Secas)

2 comentários:

DieGo Albuquerque disse...

Lembro-me que vidas secas estava na bibliografia do colégio, quando entrei para o segundo grau.

=)

Anônimo disse...

Rapaz! que coisa mais linda!Fui transpotad ao céu da cadela Baleia e a vi correndo e rindo entre as nuvens e as préas...