Em Produção : "POESIA"
Acho que aconteceu algum workshop de diretores pois todos agora inverntaram uma nova palavra mágica que resume a produção. "Poesia"
Exemplo: "Luciano Quero uma locação com Poesia", "ओ carro tem que ter Poesia", "O elenco não está com Poesia"। POESIA POESIA POESIA।।
Se essa moda pegar, estamos fud....
PQP
terça-feira, 22 de maio de 2007
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Quanto vale ou é por quilo ?
“O ser humano, vêm através dos tempos piorando consideravelmente (Ana Lúcia Torres – Atriz)”. Ouvindo essa frase, parei para refletir o quão somos permissivos, omissos e convenientes. Não conseguimos ou não queremos enxergar o que estar debaixo dos olhos, ou o que acontece ao nosso lado, só olhamos para o próprio nariz – Isso se tivermos um certo beneficio.
Igualdade, fraternidade, união, solidariedade, palavras bonitas, fortes. Quando associadas a um bom título pode-se render muito dinheiro, muito poder e principalmente muita hipocrisia.
A Atual situação social do Brasil, não é muito diferente dos tempos escravocratas, embora tenhamos progredido em alguns aspectos, em outros com certeza houve grandes regressões, basta olhar para um povo explorado pela falta de caminho, pela necessidade da pobreza, de conhecimento e até mesmo por medo de perder o pouco que tem.
Na era da escravatura os nossos donos eram os senhores de engenho que compravam os escravos como mercadorias, hoje os nossos donos são políticos, empresários, presidentes de ONG´s, policiais que também nos compram igual no passado e ainda continuamos ser ter o direito a possíveis ou posteriores reclamações, vivemos numa solidariedade mecânica*, “Você é beneficiado. Não Reclame.”, para esse sistema de beneficiamento, só quem sai ganhando é sempre os eternos senhores de engenho, que estão preocupados com quanto de lucro eles terão em cada individuo assistido, e nunca se preocupando quanto vale realmente a miséria do Brasil.
Numa visão mais ficcional, as vezes me sinto numa “matrix”, num mundo paralelo, irreal, onde vivemos numa falsa democracia, na real hipocrisia, enquanto pessoas são moedas de troca, em função das desesperanças sociais. ONG´s, OCIP´s crescem, se expandem no novo filão do mercado lucrativo financeiro, usando e abusando de superfaturamentos.
Lógico que temos pessoas preocupadas com o social, “madames”, “senhoras de caridades”, empenhadas em ajudar o próximo, só que o próximo não é o povo pobre e sim o próprio marido ou a própria família, usa-se e lava-se dinheiro em forma vergonhosa de doação, de benfeitorias e na verdade recebem tudo de volta no desconto do imposto de renda, preservando o mais precioso: O Patrimônio.
Não se faz mais um favor, alias, nunca se fizeram favores sem pensar no retorno, escravos libertos ou não, contavam com préstimos de senhores e sinhás, porém, tinham que devolver ou pagar de alguma forma (trabalho, dinheiro, sexo, informações, etc.), estaria sempre preso ao seu dono; hoje o que mudou, é a forma de cobrança instituída em todas as classes, seja a mais pobre ou a mais rica, um cidadão tem um emprego “arranjado” e corre o risco de torna-se um laranja para o seu empregador, como forma de recompensa. O empresário saboreia a vitória de uma grande licitação, contudo, pagará uma comissão previamente acordada por ter sido beneficiado pelo facilitador. Se você faz um favor, tem-se o direito de cobrar. Nisto temos a certeza que “fazer um favor é fazer um investimento”. Ouvi alguém dizer que o Brasil tem uma divida histórica com os negros, como será que se cobra uma divida histórica? Abusando da superexposição de seus seres humanos em degradantes condições de vida? Ou aceitando que a escravidão brasileira foi uma aberração histórica? Isso com certeza não sei responder, o que eu sei é que os descendentes de escravos, que não são mais exclusivamente negros e sim brancos, mestiços, mulatos porém pobres, “viraram verdadeiras mercadorias a serem exploradas”.**
Igualdade, fraternidade, união, solidariedade, palavras bonitas, fortes. Quando associadas a um bom título pode-se render muito dinheiro, muito poder e principalmente muita hipocrisia.
A Atual situação social do Brasil, não é muito diferente dos tempos escravocratas, embora tenhamos progredido em alguns aspectos, em outros com certeza houve grandes regressões, basta olhar para um povo explorado pela falta de caminho, pela necessidade da pobreza, de conhecimento e até mesmo por medo de perder o pouco que tem.
Na era da escravatura os nossos donos eram os senhores de engenho que compravam os escravos como mercadorias, hoje os nossos donos são políticos, empresários, presidentes de ONG´s, policiais que também nos compram igual no passado e ainda continuamos ser ter o direito a possíveis ou posteriores reclamações, vivemos numa solidariedade mecânica*, “Você é beneficiado. Não Reclame.”, para esse sistema de beneficiamento, só quem sai ganhando é sempre os eternos senhores de engenho, que estão preocupados com quanto de lucro eles terão em cada individuo assistido, e nunca se preocupando quanto vale realmente a miséria do Brasil.
Numa visão mais ficcional, as vezes me sinto numa “matrix”, num mundo paralelo, irreal, onde vivemos numa falsa democracia, na real hipocrisia, enquanto pessoas são moedas de troca, em função das desesperanças sociais. ONG´s, OCIP´s crescem, se expandem no novo filão do mercado lucrativo financeiro, usando e abusando de superfaturamentos.
Lógico que temos pessoas preocupadas com o social, “madames”, “senhoras de caridades”, empenhadas em ajudar o próximo, só que o próximo não é o povo pobre e sim o próprio marido ou a própria família, usa-se e lava-se dinheiro em forma vergonhosa de doação, de benfeitorias e na verdade recebem tudo de volta no desconto do imposto de renda, preservando o mais precioso: O Patrimônio.
Não se faz mais um favor, alias, nunca se fizeram favores sem pensar no retorno, escravos libertos ou não, contavam com préstimos de senhores e sinhás, porém, tinham que devolver ou pagar de alguma forma (trabalho, dinheiro, sexo, informações, etc.), estaria sempre preso ao seu dono; hoje o que mudou, é a forma de cobrança instituída em todas as classes, seja a mais pobre ou a mais rica, um cidadão tem um emprego “arranjado” e corre o risco de torna-se um laranja para o seu empregador, como forma de recompensa. O empresário saboreia a vitória de uma grande licitação, contudo, pagará uma comissão previamente acordada por ter sido beneficiado pelo facilitador. Se você faz um favor, tem-se o direito de cobrar. Nisto temos a certeza que “fazer um favor é fazer um investimento”. Ouvi alguém dizer que o Brasil tem uma divida histórica com os negros, como será que se cobra uma divida histórica? Abusando da superexposição de seus seres humanos em degradantes condições de vida? Ou aceitando que a escravidão brasileira foi uma aberração histórica? Isso com certeza não sei responder, o que eu sei é que os descendentes de escravos, que não são mais exclusivamente negros e sim brancos, mestiços, mulatos porém pobres, “viraram verdadeiras mercadorias a serem exploradas”.**
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